sábado, 26 de outubro de 2013

A decadência de Michael Rensing

Michael Rensing foi tido após a aposentadoria de Oliver Kahn como o seu sucessor no Bayern de Munique e possivelmente na seleção alemã, mas que não obteve tanto sucesso no futebol e defende o Fortuna Düsseldorf, clube da segunda divisão. Hoje vou falar um pouco sobre essa decadência desse goleiro, tido como extremamente promissor e que caiu de rendimento consideravelmente nos últimos anos.


O goleiro nascido em 1984,  filho de mãe sérvia e pai alemão, começou nas categorias de base do time de Munique e se mostrava extremamente promissor,  fazendo sua estréia na Bundesliga em 21 de fevereiro de 2004, jogando os 90 minutos da vitória em casa por 1-0 contra o Hamburgo, substituindo Kahn. Até o ano de 2008 era o primeiro reserva de Kahn e sempre entrava muito bem quando era solicitado, inclusive em partidas da Liga dos Campeões.


Após a aposentadoria de Kahn em 2008, Rensing assumiu a posição de titular, porém, não por muito tempo, devido as más atuações dele. Além disso, Hans Jorg Butt chegaria ao Bayern para ser o titular e assim, o espaço de Rensing no Bayern seria cada vez mais reduzido. Em 2010, sai do clube e quase é contratado pelo Leicester City da Inglaterra, optando pelo Colônia.


Nas duas temporadas que fez no Colônia foi essencial para a equipe, na qual substituiu o colombiano Faryd Mondragón, com boas atuações, porém, não pode evitar a queda da equipe para a segunda divisão na temporada 2011-12, que culminaram com a sua saída. O destino foi o Bayer Leverkusen, que na época tinha como titular o jovem Bernd Leno.


Apesar de ter mais experiência que Leno, Rensing não se firmou e continuou sendo reserva durante a temporada 2012-13 inteira, atuando em apenas duas partidas da equipe de Leverkusen, inclusive jogando pela equipe B do time em algumas ocasiões. Insatisfeito, na temporada atual defende o Fortuna Dusseldorf, que caiu na temporada passada.



A titularidade esperada por ele não ocorreu, devido a permanência de Fabian Giefer, um dos grandes nomes do Fortuna durante a temporada passada e que não deixou o clube, como muitos esperavam, isso porque ele cumprirá o contrato até 2014. Rensing inclusive na primeira partida da segunda divisão, contra o Energie Cottbus, deixou sem cerimônia a concentração e foi para casa, isso pois o seu treinador havia optado por Giefer, que permanece como titular na atual temporada. Mesmo insatisfeito, permanecerá no time até o ano de 2015.


Excesso de ego? Falta de competência? Transferências mal sucedidas? Enfim, inúmeros fatores podem ser ditos como primordiais na decadência de Rensing, tido como sucessor de Oliver Kahn e que atualmente é reserva de uma equipe mediana no cenário do futebol alemão.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Goleiros Históricos #5 - Ahmad Reza Abedzadeh

O Irã voltará a disputar uma Copa do Mundo, em 2014, depois de oito anos ausente. A seleção iraniana nunca teve resultados expressivos, sempre sendo eliminada na primeira fase, em todas as edições que disputou.

A edição de 1998 foi especial para os iranianos, primeiro pela classificação ao  mundial da França de forma heroica, após conseguirem empatar um jogo contra a Austrália, na repescagem, que parecia perdido. E depois por uma e até agora única vitória, em mundiais, contra os Estados Unidos.

Muito se fala da importância de Ali Daei, tido como o maior jogador da história do Irã, além dele, outra figura importante figurava naquela seleçao iraniana: o goleiro Ahmad Reza Adezadeh, conhecido pela alcunha de Águia da Ásia.



Adedzadeh nasceu no ano de 1966 em Abadan, quase na fronteira com o Iraque. Começou sua carreira no ano de 1981 pelo time do Helal Isfafhan e em 1983 foi jogar no Tam Isafhan, onde iniciou sua carreira profissional.

Em 1987 recebe a primeira convocação para a seleção do Irã e no ano de 1988 consegue, junto com sua seleção uma boa campanha na Copa da Ásia, na qual os iranianos foram terceiro colocados, com excelentes atuações do goleiro.

O ano de 1990 foi sem dúvidas o mais vitorioso para o goleiro, que atuando pelo Esteghal, faturou a Liga dos Campeões da Ásia e os Jogos Asiáticos, defendendo a seleção do Irã. Na temporada seguinte, seria vice campeão da Liga dos Campeões da Ásia e Campeão iraniano com o Esthegal.

Em 1994, se transfere para o Persepolis, time mais popular do Irã, onde teria mais visibilidade para o futebol.

A Copa de 1998 sem dúvidas foi o auge de sua carreira. Em toda as eliminatórias foi um dos destaques do time e na repescagem, apesar dos dois gols sofridos, seria a figura essencial para o empate contra a Austrália, de Mark Bosnich, em Melbourne em 2x2 que garantiu a volta dos iranianos ao mundial.

Naquela Copa, o Irã enfrentaria a Iugoslávia, Estados Unidos e Alemanha. Perderam a primeira partida para os iugoslavos e no segundo jogo enfrentariam os Estados Unidos. Sim, os dois países inimigos entrariam no estádio em suspense e logo se imaginou: "será que o ódio nacional vai ser transportado para o campo?". E não foi o que ocorreu e mesmo antes de a bola rolar, os atletas dos dois países confraternizaram. Os iranianos ofereceram flores para os americanos, em sinal de paz, e todos posaram para fotos. O Irã venceria por 2x1 aquela partida, única vitória na história dos Mundiais, com atuação destacada de Adedzadeh. No jogo seguinte os iranianos perderiam para a Alemanha por 2x0 e seriam eliminados da Copa, ainda na primeira fase. Depois da Copa, decidiu se aposentar da seleção iraniana, a qual serviu por 21 anos, tendo jogado quase 80 jogos.



No Persépolis,permaneceu por 6 anos, até se aposentar em 2000, devido as lesões que teve. Foram seis títulos nacionais defendendo o time de Teerã. Em 2001 sofreu um AVC(Acidente Vascular Cerebral) recebendo o carinho e as orações da torcida.

Em 2001 ainda começaria a ser preparador de goleiros, de diversas equipes no Irã.

Seu jogo de despedida foi em um amistoso contra o Bayern de Munique,em 2006, no qual recebeu inúmeras homenagens, inclusive de Oliver Kahn, goleiro do time de Munique na época e que só não jogou contra Reza no mundial de 1998 pois o titular era Andreas Kopke.



No ano de 2007 ele ainda sofreria outro AVC, após o falecimento de sua mãe, e assim como no primeiro, recebeu o carinho e as orações dos fãs iranianos.

Atualmente seu filho, Amir, começa a traçar seu caminho no futebol, sendo goleiro do Persepolis, time onde Reza se destacou.

Em toda a carreira, foi conhecido por ser um goleiro frio, um líder, que não buscava enfeitar uma defesa, além de ter sido um exímio pegador de pênaltis, sobretudo em decisões.

Espero que tenham gostado de mais um Goleiros Históricos! Deixo vocês com um vídeo de grandes momentos Reza Abedzadeh em sua carreira.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os goleiros mais altos do mundo


Creio que o leitor já deve ter se perguntado: qual o goleiro mais alto atualmente no futebol profissional?

Bem, depois de algumas horas de pesquisa, fiz uma lista com alguns dos maiores goleiros do futebol atual. 


Kjell Petter Opheim
Com a altura de 2,03m, o goleiro norueguês de 31 anos, já atuou nas equipes do IL Manglerud Star, Lyn Fotball e Moss FK, todas de divisões inferiores no futebol norueguês. Atualmente defende a equipe do Stryn Football, da quarta divisão do seu país. 


Costel Pantilimon
O romeno Pantilimon de 26 anos é reserva de Joe Hart no Manchester City, da Inglaterra. Revelado no Aerostar Bacau, clube de sua cidade natal, Pantilimon teve passagem importante pela Poli Timisoara e chegou ao time do Manchester City em 2012. Com 2,03m é o goleiro mais alto da Premier League e presença frequente na lista de convocados da seleção da Romênia.

Gottfried "Gott" Antônio Golz
O brasileiro Gott nasceu na cidade de Três Passos, interior do Rio Grande do Sul em 1991. O goleiro, revelado nas categorias de base do Grêmio, foi vendido ao Vasco da Gama em 2009 e no ano seguinte emprestado ao Vasco da Gama de Sines, de Portugal, clube vinculado ao homônimo carioca. Lá, disputou o equivalente à quarta divisão do país. Ao voltar de Portugal, o gigante de 2,04m estava em fim de contrato com o Vasco da Gama, sendo assim vendido ao Novo Hamburgo, para disputa do gauchão 2013. Atualmente está emprestado ao XV de Novembro, também do Rio Grande do Sul.

Gott chega a alcançar 2,08 de envergadura.
Dumitru Stajila
O jovem moldávio Stajila de 22 anos é o goleiro da equipe do Sheriff Tiraspol, da Moldávia. Formado nas categorias de base da equipe, foi durante um bom tempo reserva do búlgaro Vladislav Stoyanov, recém transferido para o Ludogorets Razgard. Assim, o jovem de 2,04m tera sua chance como titular do time mais popular e vitorioso da Moldávia. Stajila é presença frequente das seleções de base do seu país e com essa titularidade, pode vir a ter chances na equipe principal.


Vanja Ivesa
O croata Ivesa de 36 anos é um experiente goleiro com diversas equipes no currículo. Nascido em Pula, o grandalhão de 2,05m teve passagens por diversas equipes de seu país, como o NK Rijeka, o NK Pula, o NK Istra, etc. Internacionalmente, teve passagens pelo Sydney United da Austrália, clube semi-profissional, conhecido por ter jogadores croatas e filhos de imigrantes croatas, mas nascidos na Austrália, pela equipe do Eskişehirspor da Turquia e atualmente defende o time do Elazığspor, também da Turquia. Nunca teve convocações para seleção croata.


Tomas Holý
Com o auxílio do colega, Fábio, do grupo do Facebook Goleiro., descobri a existência de um goleiro de 2,06m no futebol mundial. O nome dele é Tomas Holy, tcheco de 21 anos e que nasceu em Rychnov nad Kněžnou. Cria das categorias de base do AC Sparta Praga, atualmente defende por empréstimo o FC Vlašim da segunda divisão tcheca.


Kristof Van Hout
O belga Van Hout de 26 anos é o jogador profissional mais alto no futebol atual, com 2,08m. O goleiro já defendeu o Willem II da Holanda, o Kotrijk e o Standard Liege, da Bélgica. Atualmente Van Hout defende a equipe do KRC Genk (clube que revelou Thibaut Courtois, goleiro da seleção da Bélgica).



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domingo, 20 de outubro de 2013

A curiosa história dos goleiros homônimos da Inglaterra

Na década de 60 a 80, uma situação bem curiosa ocorreu no futebol inglês: dois goleiros, com o mesmo nome, ambos chamados Phil Parkes.

Os dois Parkes foram ídolos nos clubes em que jogaram.
O mais velho, nasceu no ano de 1947, em West Bromwich, atuou do ano de 1964 a 1978 pelo Wolverhampton Wanderers. Apelidado de Lofty(iminente, excelente), por causa de seus longos e precisos lançamentos com os pés, fez cerca de mais de 300 jogos pelo time inglês, tendo sido vice campeão da Copa da UEFA em 1972. Parkes foi emprestado a duas equipes norte americanas no período, o Los Angeles Wolves e o Kansas City Spurs . Na época, ainda não existia a MLS e nem o futebol era profissionalizado nos EUA e no Canadá, e a tentativa para isso seria assim trazer jogadores da Europa e da América do Sul, para reforçar os times. Jogadores como Pelé, George Best, Gerd Muller, Gordon Banks e Johan Cruyff chegaram a atuar por essa liga. Parkes, atuou no Vancouver Whitecaps, Chicago Stings, San Jose Earthquakes, Oklahoma City Slickers e Toronto Blizzard, entre os anos de 1976 a 1983, vencendo a NASL(Liga Americana) em 1979, sendo eleito o melhor goleiro em 1977,1978 e 1979. Se aposentou no ano de 1983.
Parkes nunca atuou pela seleção inglesa.
O segundo Parkes, nasceu em Sedgley, Staffordshire, também na Inglaterra, mas no ano de 1950. Revelado na equipe do Walsall no ano de 1968, teve grandes passagens por duas equipes de Londres onde curiosamente fez o mesmo número de jogos em cada uma delas, 344: O Queens Park Rangers de 1970 a 1979 e o West Ham United de 1979 a 1990, onde venceu a segunda divisão em 1980-81 e a FA Cup daquele mesma temporada. Encerrou sua carreira no ano de 1991, atuando pelo Ipswich Town.

Em votação no site dos Hammers, Parkes foi eleito o melhor goleiro da história do clube.
Phil Parkes ainda jogou uma partida pela seleção inglesa, no ano de 1976, substituindo Ray Clemence. Um dos registros mais legais que achei foi uma foto do ano de 1973, na qual Parkes e Peter Shilton, ainda promessas do futebol inglês, posam ao lado de Gordon Banks.

Parkes, Banks e Shilton.
Espero que tenham gostado dessa publicação sobre um pouco da história dos goleiros e do futebol mundial!

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sábado, 19 de outubro de 2013

Courtois x Mignolet: A camisa 1 belga já tem um dono?

Muito se fala sobre a nova geração belga, com grandes jogadores que atuam nos principais clubes do futebol mundial. Uma das "rivalidades" mais interessantes desse time se refere aos seus dois goleiros, extremamente talentosos e que lutam pela titularidade da seleção recém classificada para a Copa do Mundo de 2014.

Primeiro, vamos a uma breve tabela comparativa entre Simon Mignolet e Thibaut Courtois:



A evolução do jovem goleiro, filho de ex-jogadores de voleibol, que tentou ser lateral esquerdo, e ainda foi de sexto goleiro no Genk, a titularidade de um dos times mais fortes da Europa na atualidade vem de três temporadas excelentes, onde foi um dos grandes responsáveis por recolocar o Atlético de Madrid na briga direta na La Liga, além de recuperar o prestígio continental que o clube a tempos não tinha, com os titulos da Liga Europa na temporada 2011-12 e a Supercopa de 2012, além da Copa do Rey, na temporada passada, vencendo o rival Real Madrid, além de ter sido eleito o melhor goleiro do Campeonato Espanhol.



Mignolet por sua vez é um reserva de respeito. Filho de um ex-goleiro não profissional, Simon Mignolet se tornou goleiro por acidente, como ele mesmo afirma. Revelado no modesto Sint Truiden, conseguiu levar a equipe aos "playoffs" da Liga Belga, um ano após ter sido campeã da segunda divisão. As boas atuações levaram Mignolet no ano de 2010 a ser contratado pelo Sunderland da Inglaterra, time no qual seria reserva do escocês Craig Gordon, na época a contratação mais cara de goleiros da Premier League. Porém, lesões de Gordon fizeram com que Mignolet atuasse mais e na temporada seguinte se firmasse como o titular. Os interesses de grandes clubes cresceram após excelentes atuações, até ser vendido ao Liverpool, nessa temporada. Apesar de a equipe não estar disputando torneios continentais, tem sido peça fundamental do time nesse bom começo de campanha no Campeonato Inglês. Na atual temporada, me arrisco a afirmar que é o melhor goleiro do Campeonato Inglês. Outro fator interessante e que impressiona a muitos é que Mignolet é formado em Ciências Políticas e é fluente em 5 idiomas (holandês, inglês, francês, alemão e flamengo)


Courtois sem dúvida é e merece ser o titular pelo que conquistou nas últimas temporadas, porém, Mignolet já vem mostrando muito potencial, sendo uma sombra para Courtois. O desejo, de quem gosta de um bom futebol é de que ambos estejam em alto nível até o Mundial de 2014, aguçando ainda mais essa saudável disputa.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Goleiros Históricos #4 - Kasey Keller

Os Estados Unidos são conhecidos como uma grande potência na maioria dos esportes, tanto individuais como os coletivos. Porém, no futebol masculino é uma exceção, pois os garotos americanos não possuem a cultura da prática desse esporte, preferindo beisebol, basquete ou futebol americano, sendo o futebol esporte mais popular entre as mulheres, tanto é que a seleção feminina americana é bicampeã mundial e tetra campeã olímpica.

A popularidade entre os homens cresceu com a criação da MLS(Major League Soccer) na década de 90. Além disso, bons resultados da seleção masculina foram extremamente importantes para esse crescimento de popularidade, que levaram muitos jogadores norte americanos a atuarem no futebol europeu.

O Goleiros Históricos de hoje falará sobre um dos precurssores dos jogadores norte-americanos na Europa, o goleiro Kasey Keller.

Nascido em 1969 na cidade de Olympia, no estado de Washington, Keller começou a carreira no time universitário da Universidade de Portland, no ano de 1988. Como calouro, ele foi essencial nas boas campanhas de sua universidade na NCAA(Torneio Nacional Universitário), além de ter sido destaque no mundial sub-20 de 1989, quando a seleção dos EUA ficaram na quarta colocação e no ano seguinte, foi convocado para o mundial da Itália, onde foi reserva de Tony Meola.Mesmo na universidade, Keller chegou a atuar em uma equipe profissional, o Portland Timbers, até o ano de 1991, quando se transferiu para o Milwall, da Inglaterra.


Keller virou ídolo do time londrino. Jogador do ano na temporada 1992-93 e com mais de 200 partidas no time, só deixou a equipe quando ela foi relegada a segunda divisão, em 1996. No ano seguinte, Keller se transferiria para o Leicester City, clube também inglês.


 No Leicester, Keller jogou de 1996 até 1999 e conquistou seu título mais importante por clubes: A Copa da Liga Inglesa, na temporada 1996-97 com vitória sobre o Middlesbrough, sendo um dos jogadores chaves para essa conquista. Em 1999 a equipe chegaria a final, mas seria derrotada pelo Tottenham Hotspurs. No fim daquela temporada, buscou novos ares, se transferindo para o futebol espanhol, especificamente para o Rayo Vallecano.

No Rayo Vallecano jogou por dois anos, mas não teve uma boa adaptação, voltando para o futebol inglês, na equipe do Tottenham Hotspurs, no ano de 2001.

Keller foi o primeiro e até agora único goleiro dos EUA a jogar a La Liga.
Chegando em 2002, não teve vida fácil na equipe londrina. Primeiro foi reserva de Neil Sullivan, mas com lesões do mesmo, passou a ser titular, até a temporada 2004, quando o time londrino trouxe o jovem Paul Robinson, que vinha do Leeds United. Keller foi emprestado ao Southampton como contratação de emergência, pois os Saints estavam sem goleiros disponíveis em seu plantel, pois todos estavam lesionados e não confiariam em joven da base. Keller só fez quatro partidas, até o fim de seu contrato com os Spurs. Depois disso, foi vendido ao Borussia Mönchengladbach, da Alemanha na temporada seguinte.



Keller chegaria ao time alemão para suprir a aposentadoria do goleiro suíço Jorg Stiel. Na equipe alemão, viveu bons momentos, sendo um jogador chave em muitas temporadas, de 2005 até 2007, ano do rebaixamento da equipe. Fora dos planos, decidiu voltar a Inglaterra, dessa vez para o Fulham, mais um time londrino em sua carreira.


Em Craven Cottage, atuou junto de 3 companheiros de seleção americana: Clint Dempsey, Carlos Bocanegra e Brian McBride. Inicialmente chegou como reserva do finlandês Anti Niemmi, mas as lesões do finlandês fizeram com que Keller viesse a se tornar o titular. Sairia em 2008, já aos 39 anos, para a equipe do Seattle Sounders. 


De 2009 até 2011, Keller seria o grande nome do time de Seattle. Com o recorde de tempo sem levar gols pela MLS(457 minutos) foi peça chave da equipe na conquista do tricampeonato da US Open Cup, torneio que seria equivalente a Copa do Brasil.



Suas atuações pela seleção são marcadas por períodos. De 1990 até 1994 foi reserva de Meola, de 1995 até 1999 foi o titular absoluto, porém, as boas atuações de Brad Friedel fizeram com que ele voltasse ao banco. De 2002 até 2007 foi titular absoluto do gol americano e naquele ano, deixaria de atuar pela seleção de seu país, a qual jogou 102 partidas e disputou 4 mundiais (1990,1998,2002 e 2006), poderiam ser 5, mas Bora Milutinovic não o convocou em 1994. Uma de suas marcas registradas na seleção era a de nunca atuar com a 1 e sim com a 18.


Keller foi um dos maiores goleiros norte americanos da história e um dos grandes precursores de outros jogadores a atuarem no futebol europeu, obtendo destaque, atualmente é auxiliar técnico da seleção sub-20 norte americana.

Uma das lembranças que nós brasileiros temos de Keller é uma atuação extraordinária dele em 1998, na semifinal da Copa Ouro da Concacaf, na qual foi o melhor em campo, realizando intervenções importantíssimas. Romário, após o jogo elogiou a atuação do arqueiro norte americano, dizendo que tinha sido uma das melhores atuações de um goleiro que ele tinha enfrentado.

sábado, 12 de outubro de 2013

Goleiros Históricos #3 - Danrlei

A tradição de grandes goleiros gremistas começou com Eurico Lara, ainda na década de 20 e 30. Ele que nem era goleiro, foi encontrado "quebrando um galho" como guarda metas em um jogo em sua cidade, Uruguaiana e logo ganhou status de ídolo e lenda na equipe do Grêmio, tanto é que tem seu nome inclusive citado no hino do clube.

"Lara, o Craque Imortal 
Soube o seu nome elevar.
Hoje, com o mesmo ideal, 
Nós saberemos te honrar."


Muitos outros grandes goleiros passaram pelo Grêmio. Émerson Leão, Mazarópi, Victor, etc. Porém, de todos eles, um se destacou, pelo espírito "copero y peleador", das "hinchas" gaúchas. Seu nome é Danrlei de Deus Hinterholz, ou simplesmente Danrlei, para muitos o maior goleiro da história do Grêmio.



A história de Danrlei é bem curiosa. O primeiro fato curioso é que, Danrlei, nascido no ano de 1973 em Crissiumal, Rio Grande do Sul, é conterrâneo de outro famoso goleiro, Taffarel, ídolo no rival Internacional e grande destaque na seleção brasileira.

Sua carreira começou também por acaso. No ano de 1987, de viagem de férias a capital do Rio Grande do Sul, Danrlei estava com seu tio, Beto, que era goleiro do time profissional do Grêmio e que com receio de deixar o jovem sozinho, pois ele não conhecia Porto Alegre, o levou para acompanhar o treino. Logo o jovem tratou de ser o gândula, porém, não um gândula normal, que apenas devolvia bolas ao campo e sim  tentando interceptar os chutes errados dos atletas gremistas como se já fosse um goleiro, frequentemente pulando atrás das bolas perdidas. Essa sua "brincadeira"  imediatamente foi vista pelo auxiliar técnico Paulo Lumumba, que o convidou para treinar no Grêmio. Em janeiro do ano de 1988, após receber cobranças da mãe para que ele voltasse para o início das aulas ele recebeu a resposta que mudaria sua vida: era jogador do Grêmio.

Danrlei, de óculos, quando defendia o juniores do Grêmio.
A partir daí, o garoto "Dandi" seu apelido de infância, virou do Olímpico. Morava nos alojamentos no estádio, dado que seu tio Beto havia saído da equipe gaúcha. Era apenas a quarta opção dos goleiros juvenis, mas com sua dedicação, veio a se tornar o titular. Porém, aquele mesmo ano marcaria uma perda extremamente significativa em sua vida: sua mãe, faleceria, vítima de câncer. Danrlei queria voltar para a terra natal, desistir de tudo, porém foi forte e permaneceu seguindo em busca de seu sonho.

Após seis anos no tricolor gaúcho, Danrlei teve sua chance como titular com apenas 20 anos, depois de outro acontecimento curioso. O Grêmio estava em excursão na Europa, quando o titular Ademir Maria e o primeiro reserva Eduardo Heuser estavam lesionados e Danrlei seria o titular contra o Cagliari, no qual o Grêmio empataria em 1x1, com o goleiro como o principal destaque do time. Felipão, treinador do Grêmio na época foi o responsável por colocá-lo como o titular da equipe ainda naquele ano, onde ele faturaria o Gauchão.

No ano seguinte, a primeira conquista nacional de Danrlei, a Copa do Brasil, vencida diante do Ceará que garantiram ao time gaúcho vaga na Libertadores da América de 1995, que viria a ser o auge da carreira do goleiro.



A Libertadores de 1995 foi inesquecível para os gremistas. Para Danrlei, ficou marcada pelas suas excelentes atuações e pelo espírito aguerrido que marcaria para sempre sua carreira. Nas quartas de final, contra o Palmeiras, após a expulsão de Dinho do Grêmio e Válber do Palmeiras, Danrlei vira de sua "goleira"(trave em "gauchês") que a discussão não acabara e que Válber tinha ajuda de um membro da comissão técnica do Palmeiras para a agressão. Sem alternativas, Danrlei saiu de sua meta e partiu para ajudar o companheiro de time, agredindo o membro com socos e pontapés. Danrlei não foi expulso, porém seria expulso no jogo seguinte do Grêmio, que perderia por 5x1 fora de casa, mas se classificaria devido a goleada por 5x0 no jogo em Porto Alegre. O título continental viria após vencer na final o Atlético Nacional da Colômbia, time do folclórico René Higuita. A alegria do Grêmio só não foi completa em 1995 pois perderam o mundial de clubes, para o Ajax de Edwin Van der Sar, base da seleção holandesa de 1998. Além disso, foi reserva de Taffarel na Copa América de 1995, quando o Brasil foi vice campeão.


Foram no total 14 títulos em sua carreira pelo Grêmio, encerrada em 2004, devido a problemas de relacionamento com o treinador do time, Adílson Batista, que optaria por Eduardo Martini. O mesmo Adílson, capitão da Libertadores de 1995, a qual Danrlei venceria. Foi para o Fluminense, onde fez apenas 4 jogos.



Ainda atuou pelo Atlético Mineiro, onde teve até boa sequência de jogos, porém, não era mais o mesmo goleiro do Grêmio Passou ainda pelo Beira Mar de Portugal, São José onde fez sua primeira partida no Estádio Olímpico como visitante, Remo e Brasil de Pelotas. Esse último, marcado pela tragédia que veio a ocorrer devido ao acidente com o ônibus do time, vitimando o grande ídolo xavante, o uruguaio Claudio Millar.
No enterro de Claudio Millar a emoção tomou conta de todos os atletas ligados ao Brasil de Pelotas.
Danrlei parou de atuar no ano de 2009, e sua despedida dos gramados foi no local onde ele sempre sonhou. No Olímpico, reunindo os jogadores do Grêmio da conquista da Libertadores de 1995, além de outros ídolos do time gaúcho. Era o fim da carreira de uma verdadeira lenda do time gaúcho, heroi em Grenais e em outras tantas ocasiões.

Algumas curiosidades interessante sobre ele é que o ex-goleiro é  DJ nas horas vagas em festas no Rio Grande do Sul e atualmente é deputado federal, tendo sido o quarto mais votado no estado do Rio Grande do Sul.



Encerro essa postagem com um vídeo com grandes momentos da carreira dele. Como diria a Geral do Grêmio
"São muitos anos de glória, Danrlei, tu é nossa história!"

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

David Ospina bate recorde de Júlio César

A Colômbia conseguiu hoje a classificação para o Mundial no Brasil em 2014, com uma geração extremamente forte, composta de inúmeros jogadores com poder de decisão, como James Rodriguez ou Falcão García. Além deles, se destaca o jovem e bom goleiro David Ospina, que atua no Nice da França e que conseguiu no jogo de hoje, contra o Chile, que selou a classificação colombiana para a Copa, superar uma marca que pertencia a Júlio César, goleiro da seleção brasileira.

Ospina não disputou a Copa América em 2011 por conta de uma lesão no nariz. Voltou de lesão, recuperou a titularidade colombiana e foi um dos destaques da seleção nas Eliminatórias.
Antes da partida contra o Chile, Ospina estava a 10 minutos do recorde de tempo sem gols pelas Eliminatórias Sul Americanas, que pertencia a Júlio César que tinha a marca de 467 minutos sem levar gols, pelas Eliminatórias para a Copa de 2010. 

A Colômbia não venceu o Chile, empatou em 3x3, e Ospina só sofreu gols aos 19 minutos do primeiro tempo, sendo assim, o novo recordista de tempo sem levar gols nas Eliminatórias Sul Americanas, com 476 minutos sem sofrer gols.

Ospina sem dúvidas será um dos destaques desse time colombiano no Mundial. Comparado a nomes como Oscar Córdoba e René Higuita, mostra potencial para se tornar um dos grandes goleiros da história do futebol da Colômbia e também se mostra um goleiro de extremo nível para diversas equipes de ponta do futebol mundial.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O goleiro que virou DJ - Ruslan Nigmatulin

A Copa do Mundo de 2002, foi a última que a seleção russa disputou. Com um elenco composto por inúmeros jogadores das mais diversas etnias pertencentes ao território russo, ossétios, tártaros,etc. Um desses jogadores era o goleiro Ruslan Nigmatulin. Com passagens por times como Spartak, Lokomotiv Moscou, Hellas Verona, Nigmatulin foi um jogador de muito sucesso na Rússia e que agora, é DJ. 
Nigmatulin parou de jogar em 2009. Pela seleção russa atuou apenas na Copa de 2002. Atualmente é um dos DJ's mais
conhecidos no cenário da música eletrônica da Europa.
De origem tártara, Nigmatulin foi um dos principais jogadores russos do início dos anos 2000. Porém, lesões, transferências mal sucedidas foram um grande empecilho em sua carreira. Chegou a ter uma primeira aposentadoria em 2004, mas voltou em 2008 e parou definitivamente em 2009. 


Já as aventuras de ex-goleiro russo como DJ começaram logo após o final de carreira definitivo, em 2009. Seu primeiro grande sucesso, Simphony foi hit nas rádios russas e Nigmatulin logo começaria a fazer turnês em toda a Rússia. O sucesso viria a se espalhar, para Alemanha, Suíça, França, Estados Unidos, entre outros países, além de ter excelentes contratos para tocar em festas da Audi, BMW, na Copa Davis, entre outros.

Quando não está em turnê ou fazendo novas composições, Nigmatulin ou Nigmatica (nome artistico usado por ele na nova carreira) procura sempre jogar ou treinar, como se vê em inúmeras fotos de treinos e jogos(além das fotos de turnê) que ele coloca em suas redes sociais (Twitter e Instagram).

A seguir o principal sucesso do "goleiro DJ" russo, Simphony:


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fraser Forster está preparado para ser o número 1 do English Team?

Fraser Forster vive desde a temporada passada o auge de sua carreira. Campeão escocês sendo extremamente decisivo com o Celtic, destaque do time na Champions League, sobretudo nos confrontos contra o Barcelona, tecnicamente tem se mostrado um goleiro de perfil imponente, forte em bolas aéreas, rasteiras, ágil apesar de ser extremamente alto. O talento de Forster, tem levado times como Benfica e Barcelona a ter extremo interesse nele. Além disso, com a má fase do atual titular da Inglaterra, Joe Hart, Forster ver reais possibilidades de vir a brigar pela 1 para a Copa do Mundo em 2014.
As excelentes atuações de Forster tem atraído a atenção de gigantes da Europa, além de ter posto em xeque a titularidade de Joe Hart na Inglaterra.
Falta menos de um ano para a Copa de 2014, mas não custa nada testar. Hart é bom goleiro, mas vive má fase, dado que tem falhado em momentos cruciais, como comentei aqui mesmo no blog em postagens antigas. Forster vem de encontro a Hart, dado que vive uma fase brilhante, dessa forma, cabe a Roy Hodgson ter o bom senso e dar uma chance a Gran Muralla, dado que o time inglês não quer sofrer com seus goleiros, como no Mundial de 2010.


Recomendo esse video de grandes intervenções de Fraser Forster, afim de verem o quão ele tem capacidade e qualidade de ser titular de uma seleção de ponta, como é a Inglaterra.





segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Goleiros Históricos #2 - Oliver Kahn

Oliver Rolf Kahn, conhecido pelos torcedores alemães como Der Titan (O titã), é sem dúvidas é um dos maiores goleiros de todos os tempos. Sua personalidade forte, seu estilo de jogo arrojado, chegando até a ser agressivo, foram marcas registradas dele em toda a carreira.

Kahn em partida contra o Borussia Dortmund, na qual ele após um lance impedido do atacante suíço Chapuisat, sairia dando uma "voadora", mas sem acertá-lo. 
Kahn nasceu na cidade de Karlshure, no ano de 1969 e começou a jogar futebol no ano de 1975, nas categorias de base do time de sua cidade natal. Filho do ex jogador Rolf Kahn, que havia sido meio campista da equipe do Karlshure, de 1962 a 1965.

Sim, esse era Oliver Kahn.
Inicialmente, Oliver era jogador de linha, mas logo veio a se tornar goleiro, onde desde sempre foi considerado promissor. No ano de 1987 foi promovido, aos 18 anos, a equipe principal. Porém, ele ainda não era o titular, dado que seu treinador na época Winfried Schäfer optou pelo experiente Alexander Famulla. 

Ainda no ano de 1987, Kahn fez sua primeira partida pela Bundesliga, em confronto contra o Colônia, no qual sua equipe saiu vitoriosa. Kahn foi até o ano de 1990 reserva de Famulla, quando o mesmo treinador Schäfer, vendo a evolução de Oliver nos treinos, decidiu dar a ele uma chance como titular. De 1990 até 1994 foi titular absoluto do KSC.


A temporada 1993-94 seria marcante para Kahn, dado que o KSC faria uma campanha excepcional na Copa da UEFA daquela temporada, sendo eliminada apenas nas semi finais. Crucial em inúmeras partidas da equipe, chamou a atenção da mídia pelo estilo de jogo e pela qualidade, que o levaram ainda naquela temporada o Mundial de 1994 nos EUA, onde foi o terceiro goleiro, sendo reserva de Bodo Ilgner e Andreas Köpke. A seleção alemã não conseguiu o título mundial e Kahn conseguiu uma excelente transferência para o Bayern de Munique.

Após a saída de Raimond Aumann, o time bávaro buscava um novo camisa 1 e Kahn foi o nome ideal para isso. Na época ele custou cerca de 2,4 milhões de euros, uma das maiores contratações de goleiros na época, mas logo se lesionou e passou quase seis meses sem atuar. Dois meses depois de sua volta da lesão do ligamento cruzado, fez sua primeira partida pela seleção alemã, em 1995, contra a Suíça.

Na temporada 1995-96 conquistaria seu primeiro título: A Copa da UEFA, contra o Bordeaux da França. Naquela mesma temporada, viria a ser convocado para a EURO 1996, realizada na Inglaterra, porém, foi reserva de Andreas Köpke.



O primeiro título da Bundesliga viria na temporada 1996-97, temporada na qual ele também venceu a Supercopa da Alemanha, além de ter sido eleito o melhor goleiro alemão daquele ano, sendo considerado por muitos um dos melhores goleiros do mundo naquela época.

Nas temporadas seguintes, Kahn mostrou-se um verdadeiro "papa troféus" no futebol alemão, conquistando praticamente todos os títulos possíveis. Porém, faltava o principal: A Champions League, que quase foi conquistada, no ano de 1999, porém, o time bávaro sofreria dois gols nos acréscimos e perderia a chance de voltar a conquistar o troféu continental depois de tanto tempo.

Na temporada 2000, se firmou como o titular da seleção alemã. Disputou a EURO 2000 na qual a seleção germânica fez vexame, sendo eliminada ainda na primeira fase. No ano seguinte sofreria uma sonora goleada por 5x1 em amistoso contra a Inglaterra e naquele mesmo ano, conquistaria a UEFA Champions League pela primeira vez, em partida contra o Valencia, na qual foi destaque defendendo 3 pênaltis na decisão contra o Valência. Nomeado melhor jogador da partida, protagonizaria uma das cenas de Fair Play, no nosso caso, de união entre goleiros, mais incríveis da história, na qual consolou o goleiro do Valência, Santiago Canizares, antes de cumprimentar seus companheiros, como podemos ver no vídeo abaixo:



O ano de 2002 seria o ano de Kahn. Capitão e titular da seleção alemã na Copa do Mundo, foi destaque do time em todo o torneio. Na final, falhou após rebater um chute de Rivaldo que resultou no gol de Ronaldo. Em todo o torneio, sofreria 3 gols apenas, um de Robbie Keane, da Irlanda, na fase de grupos e os dois de Ronaldo na final do mundial. Uma curiosidade é que Kahn havia jogado toda a final daquele mundial com o dedo fraturado.

Kahn decepcionado com o vice campeonato mundial. Ele foi eleito melhor jogador do torneio, mesmo com a falha da final.
Kahn continuava sua saga de títulos com o Bayern, 23 no total em 13 anos no time de Munique, além de inúmeros recordes individuais, que permanecem intactos, como o de goleiro com maior número de jogos sem levar gols na Bundesliga.

Em 2006, voltaria a ser reserva em Copas, mas desta vez de Jens Lehmann, seu rival de longa data. Mesmo sendo rivais, Kahn e Lehmann se davam muito bem, inclusive, existe uma lenda de que Kahn teria ajudado Lehmann na disputa de pênaltis contra a Alemanha nas quartas de final, dando a ele uma espécie de "cola" sobre quem seriam os cobradores do time argentino. Naquele mundial, Kahn ainda faria uma partida, na disputa do terceiro lugar, contra Portugal, sua última partida pela seleção alemã.



Em 2008, Kahn decide se aposentar definitivamente do futebol, aos 39 anos de idade. Kahn teve duas partidas de despedida, uma na Alemanha em 2008 contra a seleção alemã e contra um time indiano, o Mohun Bagan, que contou com cerca de 120.000 pessoas que viram a última atuação do Der Titan.


De personalidade forte, impaciente, disciplinado, de extraordinária frieza e ambição, Oliver Kahn fez história no futebol alemão e no futebol mundial, sendo considerado um dos maiores goleiros da história. Polêmico, querido por muitos, odiado por outros, tem seu nome para sempre marcado na história do futebol mundial.

Espero que tenham gostado dessa postagem sobre os goleiros da história! Semana que vem, mais postagens dessa coluna!